top of page

A simbologia das Havaianas azuis

Sobre escolhas simples, identidade e a coragem de permanecer fiel a si mesma em um mundo que insiste em nos afastar de quem somos



Há tempos eu queria um chinelo novo. Fui adiando, adiando, até não aguentar mais usar os meus já bastante desgastados. Então, coloquei na lista de afazeres do sábado: passar na loja das Havaianas e comprar um par novo.


Olhei no Google Maps para não errar o caminho, cheguei ao local e me deparei com uma quantidade enorme de opções. Uma mais linda do que a outra — e com preços que me surpreenderam. Você sabia que existem Havaianas de R$150,00? Pois é… fiquei chocada.


Olhei, olhei e acabei indo exatamente naquilo que já estava claro na minha mente: um modelo tradicional, na cor azul.


Não tinha o meu tamanho no mostruário. Até pensei em escolher outra cor, outro modelo… mas o coração pedia aquela. A vendedora, muito atenciosa, foi até o estoque e encontrou um par para a minha felicidade.


Paguei R$49,00 no cartão e, quando cheguei em casa e coloquei o chinelo nos pés, me senti o máximo. A alegria era tão grande com algo tão simples que me fez parar e refletir. Por isso estou aqui, escrevendo este texto.


Uma reflexão sobre ter coragem de ser quem se é.


Sempre haverá alguém para nos criticar.“Como você se contenta com tão pouco?”“Essa cor nem é a mais bonita.”“Tem modelos muito melhores.”


Se não prestamos atenção à nossa identidade, podemos ser roubadas de nós mesmas.


Escolhemos outra sandália.

Outra cor.

Outro modelo.

Outra profissão.

Outra roupa.

Outro corte de cabelo.

Outro programa.

Outro endereço.

Outra vida.


Não.Basta!


É preciso se conectar consigo mesma e ter a coragem de ser você.


Não é fácil. Incomoda. Dói.


Mas não ser tem um preço muito maior do que lidar com a discordância do outro — que, muitas vezes, nasce da covardia de quem nunca teve coragem de ser quem é.


Talvez este texto não seja, de fato, sobre um par de Havaianas azuis. Talvez seja um convite para olhar com mais honestidade para as escolhas que fazemos todos os dias — pequenas ou grandes — e perceber o quanto elas nos aproximam ou nos afastam de nós mesmas. Se essa reflexão tocou você em algum ponto do caminho, saiba que o manejo do estresse também começa aqui: no resgate da própria identidade, no fortalecimento da presença e na coragem de viver de forma mais alinhada com quem se é.


Que o ano que chega possa nos ajudar nessa jornada!


Um abraço carinhoso,

Andrea

 
 
 

Comentários


bottom of page